O Dia 29 de Outubro foi instituído como data de referencia de mobilização ao combate do AVC, tendo como objetivo lutar contra este mal: estima-se que atualmente, uma em cada seis pessoas no mundo inteiro terá um AVC durante a sua vida (http://www.redebrasilavc.org.br). Para saber um pouco mais sobre esta doença, convidamos a Drª Cristiane Egewarth para uma breve explicação sobre esta enfermidade.
Os Acidentes Vasculares Cerebrais ou AVCs, ocorrem devido a alterações nos vasos sanguíneos do cérebro. Em geral, as doenças vasculares cerebrais podem ser de dois tipos: 1) AVC isquêmico – que é causado pela deficiência do suprimento sanguíneo adequado para uma determinada região do cérebro – ou 2) AVC hemorrágico – causado devido a ruptura de um vaso sanguíneo, o que gera o extravasamento de sangue (“derrame”). A maioria dos eventos vasculares são isquêmicos (cerca de 80%) e estão muito relacionados aos chamados “fatores de risco”.
A presença desses fatores, aumenta muito a chance de uma pessoa vir a ter um AVC, daí a importância do controle rigoroso destas alterações e sua suspensão, se possível. Dentre os fatores de risco mais comuns estão a hipertensão arterial e o diabete melittus, mal controlados ou não tratados; o fumo; as dislipidemias (triglicerídeos e colesterol altos) e problemas cardíacos, como as arritmias.
As manifestações clínicas, ou seja, os sinais e sintomas que a pessoa com AVC vai apresentar, dependem do território cerebral acometido, ou seja, da área cerebral em que ocorreu a isquemia ou a hemorragia. A manifestação mais comum é a perda de força em um lado do corpo, mas também os AVCs podem se manifestar como dificuldade de fala, alteração da visão, perda do equilíbrio, sonolência e até coma. Existem várias maneiras de se prevenir os AVCs.
É muito importante a escolha de um estilo de vida saudável, com alimentação rica em frutas e verduras, controle do peso, atividade física regular e cessação do tabagismo. As pessoas portadoras de doenças como hipertensão, dislipidemias, diabetes e cardiopatias devem realizar seguimento médico regular e fazer uso correto e diário das medicações.
Neurologista Cristiane Egewarth
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