Os pais nos dias atuais mostram-se muito diferentes dos pais da geração anterior. Como se diz no vocabulário afetivamente correto são “pães,” aquela mistura gostosa de ser pai e mãe ao mesmo tempo.
O homem em geral, está levando vantagem no que se refere a demonstrar afeto. Houve um tempo que o pai conhecia seus filhos através do olhar da mãe.
As mulheres levam vantagens ao serem mães. Desde bebês brincaram com bonecas, fizeram comidinhas e expressaram seu afeto através do carinho e da verbalização.
Os meninos por sua vez, só lembram que botaram um carrinho em suas mãos e tinham que fazer brrrrruuumm. Deus me livre se quisessem pegar uma boneca no colo, trocar roupinhas e fazer comidinhas. O modelo de pai que ele tinha era o de ser provedor, educar era com as mães.
Os guris precisavam reprimir seus instintos femininos e serem durões consigo mesmo. Felizmente o mundo deu voltas e os homens de hoje se permitem experienciar seu lado feminino com mais espontaneidade e prazer; isto só foi possível depois que as mulheres deram espaço a eles.
As mudanças se fizeram necessárias pela ausência da mãe em casa, também pelo grande número de separações, facilitando aos pais maior convivência com os filhos, mesmo que seja para levá-los a um lanche no shopping ou passear em uma praça.
Graças à revolução feminina, a sua saída de casa e necessidade em pedir ajuda ao companheiro, esta evolução foi possível.
Quem ganhou com isso? Todos ganharam. Principalmente os filhos que estão tendo a oportunidade de conhecer o mundo de forma diferente, da maneira que o homem vê. Mais descomplicado, mais atuante.
Maria Inês Siebel
Psicóloga Especialista em Psicoterapia Psicanalítica
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