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DIA NACIONAL DO IDOSO
 
     
 

O termo ‘idoso’, sem que nos demos conta, remete-nos a um indivíduo velho e incapaz, improdutivo. Quando alguém usa este termo, logo nos vem à mente, um figura envelhecida, de cabelos brancos, caminhando lentamente com auxílio de uma bengala, ou sentado, encolhido em algum canto qualquer.

Vivemos numa sociedade ocidental capitalista, que cobra lucros, rapidez, agilidade, coordenação motora infalível, adaptação. Uma sociedade que suga do indivíduo seus melhores anos de vida, num corre-corre incansável para o ‘ ter’, relegando a um segundo plano o ‘ser’. Como formadores que somos desta sociedade, como participantes deste processo ativo e dinâmico vamos criando necessidades novas a cada dia, o que nos obriga a mais horas de trabalho, a mais necessidades econômicas. Temos que ‘ ter’ uma bela casa, temos que ‘ ter’ o carro do ano, temos que ‘ ter ‘ um corpo perfeito, para sermos socialmente aceitos.

Vamos nos deixando condicionar, dominar pela ideologia dominante, e quando não conseguimos o tão esperado sucesso, com o passar dos anos, vamos nos encolhendo, recolhendo, envelhecendo e excluindo. E, por pura falta de tempo para exercitarmos o nosso pensamento crítico, não nos damos conta que se somos formadores dessa sociedade, podemos transformá-la. Não fomos treinados para pensar. Fomos treinados para o “sim, senhor!” Como bem diz aquela música: “marcha soldado, cabeça de papel, quem não marchar direito vai preso no quartel” É assim que nos veem os que dominam: como figuras de cabeça de papel.

No entanto, na sociedade oriental, o idoso é valorizado. Há outros valores, que não os meramente físicos (de aparência, estética), mas o do aprendizado, sabedoria, vivência e maturidade.

A juventude, na nossa sociedade, enxerga, em sua maioria, o idoso como alguém incapaz, inútil, improdutivo. Paro e penso sobre isso, de onde surge uma pergunta: eles não se dão conta que estão desfrutando, hoje, em termos tecnológicos, por exemplo, as invenções dos que agora estão idosos? Mas o passado não conta, conta apenas o presente. Nem o futuro, porque se este contasse, dar-se-iam conta que também irão envelhecer. Beauvoir (1970) em sua obra A Velhice já nos dizia que podemos morrer prematuramente ou envelhecer: não existe outra alternativa.

Nesse contexto é com satisfação que podemos observar um novo panorama social. A população brasileira, graça aos mais variados avanços tecnológicos na área da saúde, está envelhecendo. O número de idosos cresce a cada dia nas últimas décadas. Uma questão que tem uma representatividade na sociedade devido ao prolongamento da expectativa de vida do cidadão, e, consequentemente, do número de idosos em todo Brasil.

A Terceira Idade que engloba os indivíduos acima de 60 anos, está participando ativamente desse processo de mudança. Nos últimos anos passaram a ocupar um espaço valorizado, longe ainda do ideal, mas em caminhos de, tornando-se inclusive alvo das campanhas publicitárias direcionadas ao consumo.

É extremamente importante propiciar situações em que o idoso aprenda a lidar com as transformações que ocorrem em seu corpo, tirando proveito da sua condição, conquistando sua autonomia, sentindo-se sujeito da própria história, livrando-os de estereótipos e preconceitos pré-estabelecidos.

A Unimed Vale do Caí, atenta às mudanças e através do trabalho junto à sociedade pelo processo de inclusão social do idoso, criou, o Programa Qualivida, que atende aos usuários portadores de doenças crônicas, residentes em Montenegro, que tenham recebido tal orientação médica. A preocupação não gira apenas em torno do paciente, mas também do cuidador do mesmo, dando-lhe as orientações e o apoio necessário.

Objetivos do Programa
• Orientar cuidadores no tratamento do paciente em sua residência;
• Restabelecer parcial ou inteiramente suas funções;
• Manter o vínculo paciente X cuidador X Unimed;
• Avaliar e tratar precocemente novas patologias;
• Estimular a internação domiciliar.

Quem tem direito de ingressar no Programa Qualivida
Pacientes usuários Unimed Vale do Caí que sejam residentes em Montenegro, portadores de doenças crônicas e tenham recebido indicação médica.

Preocuparmo-nos com a Terceira Idade é aceitar e valorizar o nosso passado; é valorizar caminhos percorridos, aprendizado e experiências. É valorizar o indivíduo com o ser completo que ainda tem muito que fazer, mas, principalmente, muito a contribuir cognitivamente para a sociedade em formação.

Ainda com o intuito da inclusão e da preocupação com o bem-estar dos seus usuários, a Unimed Vale do Caí criou em abril de 2010 o seu primeiro Grupo de Convivência, direcionado aos usuários do seu plano de saúde: O Uniamigos. Inicialmente era composto por 10 usuários e hoje, já com dois grupos em atividade, o Uniamigos I e o Uniamigos II, já contabilizam cerca de 60 participantes, atendidos, em encontros mensais, por uma equipe multidisciplinar composta por médico, enfermeiros, assistente social, fisioterapeutas, educadores físicos e colaboradores em geral. Para participar do Grupo de Convivência basta ter acima de 60 anos e ser usuário do plano de saúde da Unimed Vale do Caí.

Percebe-se que, a partir do momento em que é permitido, facilitado, ao idoso o partilhar de suas experiências, agregando às suas, experiências vividas por outros, ele troca o universo da exclusão para o universo da inclusão. No universo da inclusão ele passa a ser parte de um grupo, sentindo-se ativo, útil, promovendo assim um crescimento gradativo em sua condição psicológica, cognitiva, melhorando a sua percepção e compreensão sobre a fase que ora atravessa. Ao sentir-se incluso, o idoso passa novamente a traçar metas e a sentir-se eficaz na busca das mesmas, melhorando também sua condição física. Nesse contexto, com o objetivo da socialização, da inclusão e de todas as melhorias resultantes das mesmas, é que se faz necessário a inserção de Espaços de Convivência.

Regina Maria Kraemer Wentz
Silvana Kuhn

 
     
     
     
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