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PROGRAMA DE APOIO A CUIDADORES DE
PACIENTES CRÔNICOS E COM DEMÊNCIAS
 
     
 

 As doenças crônico-degenerativas são doenças progressivas e que interferem na qualidade de vida de seus portadores. Tendo em vista esse aspecto e o fato de ser a humanização das relações e do cuidado ao ser humano uma preocupação de profissionais de saúde e de cuidadores, este Programa tem como objetivo esclarecer dúvidas para que se possa repensar as relações e os valores éticos no processo do cuidar.
 Para que possamos  falar sobre o paciente crônico é necessário esclarecermos que são considerados crônicos aqueles pacientes que são portadores ou adquiriram ao longo da vida, patologias que levam à necessidade de acompanhamento médico prolongado, podendo evoluir ou não para a dependência parcial ou total para cuidados básicos de vida, ou seja, alimentação, higiene, deambulação, entre outras.

 Estas patologias podem acometer pessoas de qualquer idade, porém, os idosos são mais suscetíveis devido às gradativas alterações fisiológicas que, com o avanço da idade, limitam as funções do organismo, tornando-os cada vez mais dependentes para a realização do auto-cuidado, o que leva à redução ou perda da qualidade de vida. Neste contexto, a hospitalização destes indivíduos passa a ser freqüente e por longos períodos.

 Nas situações de internação, principalmente naquelas em que o paciente apresenta uma mudança súbita na sua condição de vida, tornando-se parcial ou totalmente dependente de cuidados básicos, a família passa a ter uma importância vital no processo de cuidado deste paciente, já que é ela que assumirá, no tempo devido, grande parte dos cuidados básicos necessários a este paciente.
 Devemos lembrar, entretanto, que a assistência oferecida em um ambiente hospitalar cria dependências, tanto para o paciente quanto para o familiar, que dificultam o retorno ao lar. Desta forma, cabe ao hospital prepará-los para que retornem ao lar em condições físicas, psíquicas e sociais adequadas à nova condição.

 Durante o processo de preparação da família, faz-se necessário a definição de um cuidador social, que será responsável por receber as informações, orientações e treinamentos oferecidos pela equipe multidisciplinar.
 Neste contexto, a orientação e apoio são imprescindíveis pois, auxiliarão a família no processo de aceitação da nova situação, bem como na identificação das necessidades relacionadas à estrutura familiar e domiciliar, oferecendo alternativas que permitam a efetivação do cuidado relacionado a estes ítens com um custo compatível.
 É imprescindível que o paciente desenvolva com o cuidador um bom relacionamento e que esse vínculo se mantenha com o passar do tempo. Os cuidadores devem garantir que os pacientes recebam informação e instruções adequadas para gerenciar suas condições crônicas.
 Para que isso ocorra, os pacientes precisam estar inseridos em um ambiente onde se sintam à vontade para fazer perguntas e em que possam iniciar e manter uma postura de autogerenciamento. Sabe-se que a qualidade da comunicação entre o paciente e o cuidador influencia os resultados para a saúde.

 
     
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