A osteoporose é uma doença sistêmica que acomete todo o esqueleto, sendo caracterizada por uma deficiência mineral óssea e por alteração da micro arquitetura e na resistência do osso , o que causa fragilidade óssea e consequentemente aumento do risco de fraturas.
Se não for prevenida ou tratada precocemente a perda de massa óssea aumentará progressivamente até a ocorrência de uma fratura.
O que caracteriza as fraturas osteoporóticas é sua ocorrência com mínimo de trauma.
Salienta-se que habitualmente a osteoporose não provoca sintomas clínicos como dor e limitação funcional até a ocorrência de uma fratura.
Portanto, o diagnóstico de osteoporose é verificado quando é feito alguma investigação ou quando ocorrer uma fratura com trauma leve.
Causas:
A osteoporose ocorre por um desequilíbrio entre as células que produzem substâncias ósseas e as células que destroem as substâncias ósseas.
A osteoporose pode ser primária quando não há patologia subjacente que justifique a sua ocorrência. Ou pode ser secundária quando está relacionada a uma doença ou a um distúrbio alimentar ou medicação.
A principal causa de osteoporose primária na mulher é a deficiência estrogênica que ocorre no período da pós menopausa, sendo agravado pela senilidade.
Nos primeiros três a seis anos do período pós-menopausico a perda de massa óssea é mais acentuada.
A osteoporose secundária quer no homem, quer na mulher, está associada a situações diversas como:
- doenças genéticas;
- deficiência de hormônios sexuais;
- doenças endócrinas;
- doenças gastro intestinais;
- doenças do sangue;
- doenças auto-imunes;
- doenças nutricionais;
- alcoolismo, tabagismo;
- doenças crônicas sistêmicas.
Diagnóstico:
O diagnóstico da osteoporose baseia-se na diminuição da massa óssea.
Quando medimos a densidade mineral óssea de um indivíduo este valor é comparado à média da densidade mineral óssea da população daquele indivíduo e assim se determinará se o indivíduo apresenta osteoporose ou não. A comparação é realizada em indivíduos da mesma idade.
Outros fatores importantes no diagnóstico são história clínica como história familiar e pessoal. Identificação de fatores de risco e a presença de fraturas anteriores.
O exame clinico pode mostrar sinais de osteoporose com deformidades na coluna por fraturas osteoporóticas anteriores.
Os exames complementares para o diagnóstico são RX e densitometria óssea.
Prevenção:
Atualmente é consenso que a melhor forma de lidar com a osteoporose é através da prevenção.
As alterações na dieta e no estilo de vida e alimentos, na ingestão de cálcio mostraram-se meios eficazes na prevenção da osteoporose. Abandonar fumo e álcool e realizar exercícios físicos adequados contribuem de forma muito importante para a prevenção da osteoporose.
Fatores de risco (não alterável):
- idade avançada;
- história de fratura em idade adulta;
- história de fratura em parente de 1º grau;
- raça branca;
- sexo feminino;
- demência.
Fatores de risco alteráveis:
- fumantes;
- baixo peso;
- deficiência de estrogênio;
- reduzida ingestão de vitamina D;
- alcoolismo
- atividade física inadequada.
Tratamento:
Para realizar o tratamento adequado da osteoporose primária devemos indicar medidas simples como: exercícios físicos aumento da ingestão de cálcio e vitamina D através da dieta ou por suplementação exposição ao sol quando possível, e também por uso de medicação Atualmente existe grande quantidade de medicamentos para o tratamento da osteoporose.
Dentre eles podemos destacar:
- bifsornados.
- moduladores seletivos dos receptores de estrogênio
- terapia hormonal de substituição;
- calcitoninas que inibem perda Óssea.
O tratamento da osteoporose secundária também deve levar em conta o tratamento da doença de base.
Além disso, devemos lembrar que é aconselhável que o tratamento destes pacientes deve ser realizado por equipe multidisciplinar.
Dr. Marcelo Godinho Vicente
Ortopedista e Traumatologista
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