Neste Natal, com certeza muitas pessoas estarão frustradas ou descontentes com o calendário. É que este o ano o Natal se dá num domingo: nem um feriadinho, quanto mais um feriadão...
Acontece que muita gente já não está nem um pouco ligada, nem nos feriados cívicos, nem nos religiosos; muitos nem mesmo sabem o que é comemorado. Para muitos, cada feriado é apenas em um dia para não se ter aula ou trabalhar...
Com o Natal não está sendo muito diferente.
Mas deve ser um momento para nos perguntarmos: o que comemoramos? Qual o seu verdadeiro sentido?
Em primeiro lugar, para contextualizar, não podemos nos esquecer que o Natal diz respeito ao mundo cristão, portanto, a cerca de 1/3 da população mundial ou menos de 2,5 milhões de pessoas. Não obstante, pode e deve ser considerado como uma data universal: é comemorado na maioria dos países do mundo, mesmo nos não cristãos. Mas tem também um caráter regional: cada país ou cada cultura tem uma maneira peculiar de festejar e celebrar.
Logo entraremos no clima de Natal: trocaremos mensagens de paz, amor, fraternidade. Estaremos mais sensíveis, emotivos, afetivos, como em nenhuma época do ano. Ouviremos melodias familiares que nos enlevam desde a infância. Veremos luzes coloridas piscando, lojas e casas enfeitadas, muita gente apressada nas ruas, shopings apinhados. Trocaremos cartões, esperamos dar e receber presentes, muitos presentes. E nos reuniremos em torno de uma mesa, para um lauto jantar (claro, os que tiverem o que jantar...)
Não há dúvida que tudo isto é válido, que faz bem, muito bem. Pena que o ano todo não seja assim.
Mas é preciso voltar à pergunta: o que festejamos, afinal? Por que tudo isto acontece?
É que no Natal, simplesmente, festejamos o aniversário do nascimento de Jesus, o Filho de Deus. Quando Deus se fez homem, por amor a todos os homens. Simples? Talvez nem tanto, num mundo de muitas crenças e pouca fé. Mas tudo o mais decorre disto. Reflitamos.
E mais uma pergunta: se Jesus resolvesse nascer de novo hoje, como seria? Teria uma maternidade onde nascer, ou estariam todas lotadas? E haveria um lugar para Ele em nossos corações?
Que neste Natal Cristo possa renascer na História, mas também no coração de cada homem. Para que cada dia seja Natal.
Um Feliz Natal a todos,
são os votos do Espaço Vida Unimed.
Dr. Dirceu Mauch
Gestor de Medicina Preventiva
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